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12 janeiro 2006

Prismas

Descendo a serra em dia nublado, vou acompanhando os comentários e exclamações dos visitantes, turistas de primeira viagem ao Brasil. O verde das encostas, do capim sobre a rocha negra, dos manacás e ipês já sem flores, o contraste entre tantos verdes.

Tudo parece ser assim, monocromático, para êles, assombrados por matizes inesperados. Esquecem até de olhar para o barro dos tijolos descobertos e para a água suja que escorre calmamente das construções pobres para o rio que agora é negro.

E eu, no meu canto, com meu prisma particular, imagino que ainda é preciso haver esperança; que o vermelho volte a nos ser verde.

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